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sábado, 25 de setembro de 2010

O sino das 17h45min

Blém!
Blém!
Blém!
Blém!
Blém!
Blém!
Blém!
Acabou a fé.
Acenderam-se as luzes da cidade.

Oração iluminista

Mente,
Teu ente
Demente!

Diz a verdade e toma a frente da gente!

Intervalo para descontração

FÚLVIO!

Flashs(backs) of a dark memory

À meia-noite,
Ao meio do açoite
Ria a morte
No meio da noite.

Corre na estrada
Faz o que fazia
Esconde-se do medo
O verso no fim do dia.

Sob a luz noturna, vazia
Na janela do prédio
Alguém jazia.

Pedaços de uma poesia.

Silogismo aristotélico

É o seu país.
É o seu nome.
É você.
Você é nada.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O uni-verso

E, no último dia, o homem criou Deus à sua imagem e semelhança...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pérolas da Bíblia

Em verdade,
Verdade é contraditória.
Mas mentira é mentira porque é contraditória.
Então verdade é mentira?
Ou é só uma memória?

domingo, 19 de setembro de 2010

Apresentação (do blog ou de mim?)

     O que há nas luzes da cidade? Nada além de elétrons saltatórios. Mas por que, não raro, roubo-me horas de sono à contemplação platônica dessa odisséia artificial? Não é por sua essência. Definitivamente, não. É por sua mais inocente superficialidade. E, por mais incrível que pareça, eu, o ser das profundidades abissais e gélidas, mergulho neste mar de ondas eletromagnéticas à altura do asfalto, com medo de ser feliz.
     Essa superficialidade é a força que me tira do mundo em que geralmente vivo e me traz de volta melhor do que me encontrava (ou melhor, me perdia) antes. É ela que me lembra dos sonhos que um dia tive e que ainda tenho. É ela que me enche de saudades de tempos, lugares, amores e coisas que nunca vi. É ela que me traz um nome que não o meu, que não os seus, que não o de Deus. Um nome indecifrável, que esconde um segredo criptografado em auréolas de luzes noturnas. É ela que leva embora todas as minhas certezas e me enche de vento e brisa tão frios quanto os olhos dos homens, dentre outros animais. É ela que me faz ser!
     E, se não for ELA, é NELA que eu sou. Sou o quê? Boa pergunta, voz da consciência... boa pergunta...

Regresso ao infinito

Eis o mistério da ré!

Pá-Lavra

Sem palavras
Cem palavras
E o buraco continua o mesmo.